O número de casos, hospitalizações e óbitos devidos à Covid-19 no Brasil tem crescido de forma alarmante desde meados de fevereiro, atingindo presentemente marcas nunca antes alcançadas, levando-nos à beira do colapso no sistema hospitalar.

O alerta é do Observatório Covid-19 BR, que reúne pesquisadores que atuam de forma independente para disseminar informações de qualidade sobre a pandemia.

As causas da atual situação são múltiplas. A explosão de casos que vemos hoje, porém, não é completamente passível de explicação sem que se considere o papel do surgimento e da disseminação de ao menos uma nova variante viral muito mais transmissível do que as que já circulavam antes no País. Uma variante mais transmissível acelera a epidemia e gera a necessidade de medidas de saúde pública mais firmes e restritivas. Termos chegado a esta situação foi, sem dúvida, devido à falta de senso de urgência dos governantes, de compromisso com a vida como prioridade e, sobretudo, à inexistência de ações e de coordenação do governo federal visando a mitigar a epidemia. Agora é a hora de mudarmos isso e evitarmos uma catástrofe ainda maior.

A primeira medida a ser tomada é a adoção de um lockdown estrito, com fechamento de estabelecimentos não essenciais e limites à circulação das pessoas, com o propósito de evitar novos contágios. O lockdown estrito compreende a abertura somente daqueles serviços realmente essenciais, tais como mercados, farmácias e locais de atenção à saúde. Sabemos o custo imediato disso, mas não há outra maneira de se evitar o colapso hospitalar generalizado, que gera desespero e mortes, além de efeitos devastadores para a economia.

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